31/07/2019 - Startups Jurídicas prometem diminuir a burocracia no Brasil


As chamadas LawTechs pretendem tornar o Judiciário no país mais eficaz

 

O número de startups no Brasil dobrou em um ano. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o ano de 2018 terminou com mais de 10 mil startups cadastradas. Além do lucro rápido, as startups têm como foco implantar um modelo de negócios repetível e escalável.

 

Essas qualidades também se encontram presentes na figura das startups jurídicas, as chamadas LawTechs, empresas que nascem com o intuito de trazer mais agilidade e assertividade a imensa quantidade de processos judiciários no Brasil.

 

Segundo o relatório Justiça em Números de 2018, cerca de 80 milhões de processos tramitam atualmente no Judiciário brasileiro. Diante deste cenário, a tecnologia se mostrou como a única saída e passou a impactar a forma de trabalho dos advogados.

 

Nos últimos anos, a inteligência artificial já começou a substituir algumas funções. Com ela, algumas tarefas que antes demandavam horas de trabalho de um profissional passaram a ser solucionadas em poucos minutos.

 

Benefícios das LawTechs

 

As LawTechs se voltam para a diminuição de custos e para o aumento da produtividade. Para tanto, fazem uso do cruzamento de dados para agilizar a troca de informações em processos judiciais, com atualização em tempo real. Além de proporcionar rapidez e transparência no trato com os clientes, ocorre um considerável aumento no grau de satisfação.

 

Isso porque a agilidade entre departamentos jurídicos e advogados é capaz de promover acordos entre as partes mais rapidamente, diminuir o número de processos. Mesmo que seja necessário recorrer às vias judiciais, as LawTechs podem ainda utilizar a inteligência artificial para prever decisões processuais nas mãos de determinados juízes.

 

Os profissionais do direito passam a notar maior simplificação das ações do cotidiano e, o mais importante, uma alternativa para resolver o maior problema encontrado pelos advogados e seus clientes: a burocracia do sistema jurídico brasileiro. Assim, é possível que os advogados automatizem os processos e procedimentos que são burocráticos e tenham mais tempo para elaborar teses e realizar os demais trabalhos intelectuais.

 

As LawTechs também nascem com a intenção de libertar a Justiça daquele antigo dogma de que "tarda, mas não falha".

 

Artigo escrito por:  

 

Leonardo Theon de Moraes: Advogado, graduado em direito, com ênfase em direito empresarial, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo (OAB/SP) sob nº 330.140. Pós-Graduado e Especialista em Fusões e Aquisições e em Direito Empresarial pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas.


Mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, autor de livros e artigos, palestrante, árbitro, professor universitário,membro da Associação dos Advogados de São Paulo. Sócio fundador do escritório Theon de Moraes Advocacia Empresarial. Professor nos cursos de Graduação, Reorganizações Societárias, Planejamento Patrimonial e Sucessório em Empresas Familiares e Técnicas de Negociação, na FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).


Luana Martimiano de Oliveira: Advogada, graduada em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo (OAB/SP) sob nº 429.730.